Trás-os-Montes

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Contexto histórico

A produção de vinho em Trás-os-Montes é uma herança milenar que remonta à ocupação romana, altura em que os vinhos da região já eram apreciados pela sua qualidade. Prova desta antiguidade são as marcas da presença romana gravadas nas rochas graníticas, visíveis sobretudo na sub-região de Valpaços, junto ao rio Rabaçal. 

Terroir

Situada no Norte de Portugal, entre montanhas e vales profundos, a região apresenta um cenário diversificado de bosques, olivais e vinhas. 

 

Solo: origem granítica e xistosa, variando na proporção consoante a zona: em Chaves, predominam os solos graníticos, frescos e pobres, com algumas manchas de xisto, influenciados por elevada pluviosidade e humidade; em Valpaços, solos maioritariamente de xisto, quentes, bem drenados e com zonas de transição para granito; no Planalto Mirandês, os solos são essencialmente xistosos, intercalados com grandes afloramentos graníticos, muito pobres, secos e bem drenados, reforçados por amplitudes térmicas marcadas.

 

Clima: A região é marcada por vários microclimas influenciados pela altitude, exposição solar e pluviosidade, o que permite a obtenção de vinhos muito diferenciados e com tipicidade própria. 

Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)

A região organiza-se em dois níveis de certificação que garantem a origem e qualidade dos vinhos: 

  1. IGP “Transmontano”: Pode ser produzida em toda a região de TrásosMontes, sem limitação às subregiões. Com maior flexibilidade em termos de práticas de vinificação, castas e estilos.
  2. DOP “Trás-os-Montes”: Abrange três subregiões claramente delimitadas: Chaves, Valpaços e Planalto Mirandês. A definição destas subregiões baseiase em critérios como a altitude, a exposição solar, o clima, e o tipo de solo. A DOP está focada em vinhos com tipicidade marcada pela diversidade natural da região (altitudes 350–750 m, solos graníticos e xistosos, castas autóctones, vinhas velhas). Estas sub-regiões são definidas pelas suas altitudes e constituição de solos:
    1. Chaves: Vinhas plantadas em encostas de pequenos vales junto ao Rio Tâmega, com solos graníticos, altitudes entre 350-400m e elevada pluviosidade.
    2. Valpaços: Zona de transição entre solos de xisto e granito, com altitudes de 400-700m e temperaturas mais elevadas no verão.
    3. Planalto Mirandês: Influenciada pelo Rio Douro, possui solos essencialmente xistosos, grandes amplitudes térmicas e ventos que favorecem uma viticultura praticamente biológica. 

Caderno de Especificações

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Trás-os-Montes

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Transmontano

Perfis dos Vinhos

  • Brancos: apresentam cor amarelo-citrino e aromas frutados intensos, por vezes com nuances florais leves. Na boca revelam acidez correta e equilibrada, sem ser excessiva, e costumam apresentar teor alcoólico moderado a elevado, mantendo um perfil fresco e harmonioso.
  • Tintos: vinhos de cor muito intensa e consistente, com aromas frutados marcantes. Na boca mostram-se muito estruturados e encorpados, com taninos presentes mas suaves, acidez fixa equilibrada e teor alcoólico tendencialmente elevado. Resultam em vinhos robustos, persistentes e equilibrados, com final longo e agradável.

Principais castas

Brancas

Tintas

Entidades certificadoras

A Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM), é o organismo que gere e defende a DOP “Trás-os-Montes” e a IGP “Transmontano”. As suas funções centrais incluem:

  • Proteção e Defesa: Proteção jurídica dos nomes e marcas da região.
  • Promoção e Desenvolvimento: promoção da região e dos produtos e formação técnica dos agentes da região.
  • Controlo e Certificação: Gestão dos cadernos de especificações e controlo da utilização da DOP e IGP.

Contactos

Avenida Eng.º Luís Castro Saraiva, nº 42 C

5430-472 Valpaços

Telefone: +351 278 729 678

E-mail: cvrtm@sapo.pt

Site: https://cvrtm.pt/

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