Contexto histórico
A tradição vitivinícola da região é das mais antigas de Portugal, tendo sido iniciada por Fenícios e Gregos que trouxeram castas do Próximo Oriente. Posteriormente, Romanos e Árabes deram um grande incremento à cultura da vinha, que foi consolidada com a fundação do reino de Portugal por povos como os Francos, detentores de grandes tradições vitícolas.
Terroir
Situada no litoral Oeste, a Sul de Lisboa, a região apresenta duas zonas orográficas muito distintas:
- Zona Montanhosa (Sul e Sudoeste): Formada pelas serras da Arrábida, Rosca e S. Luís com altitudes entre os 100 e os 500 metros.
- Zona de Planície: Uma área extensa e plana que se prolonga junto ao Rio Sado.
- Solo: Predominam os solos argilo-arenosos ou franco-argilo-arenosos e calcários com ligeira alcalinidade, sendo alguns bastante compactos e férteis.
- Clima: É um clima misto, subtropical e mediterrânico, com fracas amplitudes térmicas devido à influência do mar, das serras e das bacias hidrográficas do Tejo e do Sado.
Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)
A região é internacionalmente reconhecida pelos seus vinhos generosos e pela diversidade da sua produção:
- IGP “Península de Setúbal”: abrange todo o distrito, sendo reconhecida pela sua enorme diversidade geográfica e varietal. Com planícies, serras, encostas, influência dos rios Sado e Tejo e forte proximidade ao Atlântico. Os vinhos podem ser varietais ou de lote, exprimindo estilos que vão dos frutados e acessíveis aos mais estruturados e complexos.
- DOP “Palmela”: abrange os concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia do Castelo (Sesimbra), numa região marcada por solos arenosos das planícies e solos argilo‑calcários nas encostas protegidas pela Serra da Arrábida.
- DOP “Setúbal: delimitada em 1907, é a região de excelência dos célebres vinhos generosos Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo de Setúbal, sendo exigido que estes contenham pelo menos 85% da respetiva casta. Esta denominação dedica‑se exclusivamente a vinhos licorosos.
Caderno de Especificações
Perfis dos Vinhos
- Brancos: boa acidez, frescura marcada e aromas predominantemente frutados e florais. Mostram estrutura equilibrada e personalidade vincada, refletindo a diversidade da região, mas mantendo sempre um perfil aromático expressivo e fresco.
- Tintos: cor intensa, estrutura firme e aromas ricos de frutos vermelhos e especiarias. A casta Castelão tem papel central nesta identidade, contribuindo para vinhos com boa acidez, taninos presentes e excelente capacidade de evolução em garrafa.
- Rosados: evidenciam frescura, intensidade aromática de frutos vermelhos e acidez equilibrada. São vinhos leves, aromáticos e de final refrescante, combinando versatilidade e elegância.
- Licorosos/Moscatéis: exibem cores entre o topázio e o âmbar, com aromas florais e cítricos enriquecidos por notas de mel, frutos secos e compotas. São vinhos equilibrados, persistentes e caracterizados pela grande expressividade aromática das castas Moscatel.
- Espumantes/Frisantes: apresentam frescura, boa acidez, equilíbrio e perfil aromático frutado, resultando em vinhos leves e agradáveis.
Principais castas
Brancas
Tintas
Entidades certificadoras
A Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVR PS) é a entidade responsável pela gestão das DOP e da IGP da região. As suas principais funções incluem:
- Proteção e Defesa: Proteção jurídica dos nomes e marcas da região.
- Promoção e Desenvolvimento: promoção da região e dos produtos e formação técnica dos agentes da região.
- Controlo e Certificação: Gestão dos cadernos de especificações e controlo da utilização da DOP e IGP.
Contactos
BlueBiz – Parque Empresarial da Península de Setúbal, Estrada Vale da Rosa, Edifício VII, R/C e Piso 1, Ala Nascente,
2910-845 Setúbal
Telefone: (+351) 265 739 102
Email: geral@cvr-psetubal.com
