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Contexto histórico

O Douro detém o título de região vitivinícola demarcada e regulamentada mais antiga do mundo, criada em 1756 pelo Marquês de Pombal. No entanto, a sua ligação ao vinho é milenar, remontando à ocupação romana, quando já se cultivava a vinha nos vales do Alto Douro. Em 2001, a paisagem única do Alto Douro Vinhateiro foi reconhecida pela UNESCO como Património Mundial.

Terroir

A região é marcada por uma orografia acidentada e protegida por serras que a cercam, criando condições ideais para a viticultura.

  • Solo: As vinhas crescem em encostas de xisto, um solo que, aliado ao esforço humano ao longo de séculos, moldou a paisagem em socalcos.
  • Clima: A região é rica em microclimas. À medida que se caminha para o interior (montante), a humidade diminui e a temperatura aumenta, resultando num clima mais seco e com maiores amplitudes térmicas.

Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)

O Douro é uma das poucas regiões do mundo com duas denominações de origem que partilham o mesmo território:

  1. IGP “Duriense”: Designação para os vinhos regionais, cuja área de produção coincide com a Região Demarcada do Douro.
  2. DOP “Porto”: O vinho licoroso icónico, conhecido pelo seu teor alcoólico elevado (19-22% vol.) e doçura, resultante da interrupção da fermentação pela adição de aguardente vínica.

A Região Demarcada do Douro divide-se em três zonas distintas:

  • Baixo Corgo;
  • Cima Corgo;
  • Douro Superior.
    • DOP “Douro”: Vinhos de fermentação completa (brancos, tintos e rosés) de grande qualidade, produzidos a partir das mesmas castas que o Porto. Assim como a DOP “Porto” também a se divide nas mesmas sub-regiões (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior)

Caderno de Especificações

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Duriense

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Douro

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Porto

Perfis dos Vinhos

  • Tintos: são vinhos estruturados, intensos e complexos, com fruta marcada e taninos firmes. Vinhos mais jovens exibem cor rubi e aromas vibrantes, enquanto com envelhecimento ganham profundidade e maior complexidade, mostrando excelente capacidade de guarda.
  • Brancos: combinam frescura, boa expressão aromática e mineralidade. Podem apresentar perfis mais leves e frutados quando jovens, mas também versões mais encorpadas e complexas quando sujeitos a estágio, mantendo sempre equilíbrio e identidade marcada pelo terroir.
  • Rosados: são vinhos leves, frescos e aromáticos, destacando notas de fruta e um estilo jovem e equilibrado.
  • Vinho do Porto: é um vinho licoroso resultante da fortificação do mosto, apresentando elevada riqueza aromática, grande concentração e forte persistência. A diversidade de estilos — Ruby, Tawny, Branco e Rosé — reflete diferentes formas de envelhecimento e expressão, mantendo sempre equilíbrio entre doçura, álcool e acidez.
  • Espumantes do Douro/Duriense: apresentam perfis frescos, aromáticos e equilibrados, sendo produzidos com castas autóctones. A segunda fermentação em garrafa reforça a complexidade e tipicidade, com variações aromáticas dependentes do estágio e do terroir.

Principais castas

Brancas

Tintas

Entidades certificadoras

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) é o instituto público responsável pela gestão das denominações de origem e da indicação geográfica da região. As suas principais competências incluem:

  • Estratégia e Promoção: Propor a orientação estratégica para a região e implementar políticas de promoção e internacionalização dos vinhos do Douro e do Porto.
  • Certificação e Defesa: Controlar e defender as DOP e IGP, garantindo o cumprimento dos cadernos de especificações.
  • Controlo e Fiscalização: Disciplinar e controlar a produção e comercialização, incluindo a gestão do ficheiro de parcelas de vinha e o recenseamento dos viticultores.

Contactos

Sede: Rua dos Camilos, 90, 5050-272 Peso da Régua

Telefone: +351 254320130

Delegação: Rua Ferreira Borges, 27, 4050 Porto

Telefone: +351 222071600

Email: ivdp@ivdp.pt

Site: https://www.ivdp.pt/

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