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Contexto histórico

A região agora identificada sob a IGP “Terras do Dão” é a herdeira da tradição vitivinícola da antiga zona da Beira Alta. Esta identidade é marcada pela coexistência de duas áreas de prestígio: a DOP Dão, no centro, e a DOP Lafões, situada um pouco mais a norte.

Terroir

A geografia do Dão é definida por um enclave montanhoso único, que protege as vinhas das influências externas.

  • Barreira Natural: A região está rodeada pelos picos do Caramulo e Buçaco (a poente) e pelas serras da Nave e da Estrela (a norte e leste), que bloqueiam as massas húmidas do litoral e os ventos agrestes do continente.
  • Solo e Altitude: As vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 500 metros, podendo atingir os 800 metros, em solos de origem granítica (geralmente de baixa fertilidade) e alguns afloramentos de xisto.
  • Clima: É um clima temperado, marcado por Invernos frios e chuvosos e Verões que podem ser muito secos e quentes.

Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)

A região organiza a sua qualidade através de três certificações principais:

  1. IGP “Terras do Dão”: abrange uma área mais ampla centrada em Viseu e municípios adjacentes (antiga Beira Alta), incluindo vinhos tranquilos e espumantes; esta IG valoriza maturações longas em verões quentes com grandes amplitudes térmicas diárias, resultando em vinhos aromáticos, minerais e frescos, com acidez equilibrada.
  2. DOP “Dão”: identifica vinhos produzidos numa região serrana protegida por maciços como Caramulo, Buçaco, Nave e Estrela, com vinhas maioritariamente entre 400–500 m (podendo atingir 800 m) em solos graníticos de baixa fertilidade, e clima temperado com invernos frios/chuvosos e verões quentes/secos, o que se traduz em vinhos elegantes, de acidez firme e elevado potencial de guarda. As Sete Sub-regiões do Dão:
    • Alva
    • Serra da Estrela
    • Terras de Senhorim
    • Besteiros
    • Silgueiros
    • Castendo
    • Terras de Azurara
  3. DOP “Lafões”: cobre essencialmente os municípios de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela, a norte da área do Dão, apresentando solos de origem granítica com manchas de xistos pré‑câmbricos, frequentemente húmidos e férteis; este enquadramento orográfico e microclimático imprime aos vinhos uma frescura marcada e identidade própria, sob regras específicas da denominação.

Caderno de Especificações

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Terras do Dão

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Dão

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Lafões

Perfis dos Vinhos

  • Brancos: apresentam aspeto límpido e cor entre o citrino e o amarelo‑palha, destacando‑se pelos aromas frutados e florais, com notas de fruta branca e cítricos. Podem ainda revelar nuances minerais e, nalguns casos da região, toques tropicais associados ao perfil aromático das castas locais. São vinhos frescos, equilibrados e persistentes, com acidez harmoniosa e estrutura média, evidenciando capacidade de evoluir com elegância ao longo do tempo. Na zona de Lafões, alguns brancos podem apresentar um ligeiro desprendimento de gás, característica tradicional da região.
  • Rosados: mostram‑se límpidos e brilhantes, com cores que variam entre o rosa‑claro e o vermelho‑cereja. Apresentam aromas frutados, sobretudo de frutos vermelhos, podendo integrar suaves notas florais. Na boca são leves, frescos e persistentes, com acidez equilibrada, revelando um perfil elegante e muito expressivo.
  • Tintos: exibem cor rubi a vermelho‑cereja, podendo evoluir para tonalidades mais atijoladas com o tempo. Apresentam aromas de frutos vermelhos e pretos, com evolução que conduz a maior complexidade. Têm estrutura média a elevada, taninos moderados a bem integrados e acidez firme, resultando em vinhos equilibrados, com textura que tende a tornar‑se aveludada e uma expressiva capacidade de envelhecimento.
  • Espumantes: apresentam aspeto límpido, com cores que vão do amarelo-citrino ao rosado e rubi, e uma bolha fina e persistente. Mostram aromas frutados – fruta branca nos brancos e frutos vermelhos nos rosados e tintos – com um perfil fresco, equilibrado e persistente, marcado por vivacidade e elegância no conjunto.

Principais castas

Brancas

Tintas

Entidades certificadoras

A Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD), é a entidade responsável pela gestão da DOP e da IGP. As suas funções incluem:

  • Proteção e Defesa: Proteção jurídica dos nomes e marcas da região.
  • Promoção e Desenvolvimento: promoção da região e dos produtos e formação técnica dos agentes da região.
  • Controlo e Certificação: Gestão dos cadernos de especificações e controlo da utilização da DOP e IGP.

Contactos

Solar do Vinho do Dão

Rua Aristides Sousa Mendes, Apartado 10

3501-908 Viseu

Telefone: +351 232 410 060

E-mail: info@cvrdao.pt

Site: https://www.cvrdao.pt/

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