Contexto histórico
Situada no sopé das encostas da Serra da Nave, entre os rios Paiva e Távora, esta região apresenta vestígios de ocupação humana desde a proto-história, tendo sido ponto de passagem para Romanos, Suevos e Visigodos. A sua identidade está profundamente ligada aos Monges de Cister, que no século XII ali construíram o Mosteiro de S. João de Tarouca, o primeiro da Península Ibérica. Foi esta ordem religiosa que impulsionou a cultura da vinha na região, deixando um legado arquitetónico e agrícola inestimável. A produção de Vinhos e Espumantes remonta ao século XVII, ano de 1678, pelos monges de Cister, tornando-se em 1989, a primeira região vitivinícola nacional a ser demarcada para a produção de espumante com Denominação de Origem Távora Varosa.
Terroir
Apesar da sua pequena dimensão geográfica, a região possui condições edafoclimáticas privilegiadas para a produção de vinhos.
- Solo: Predominantemente graníticos e pobres em calcário, apresentando por vezes manchas de xisto com acidez elevada e erosão acentuada.
- Clima: Caracteriza-se por ser temperado continental e seco, marcado por Invernos particularmente rigorosos.
Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)
A região faz fronteira com o Douro e o Dão, gerindo duas certificações principais:
- IGP “Terras de Cister”: abrange a mesma área alargada inspirada no legado dos Monges de Cister, permitindo uma produção mais abrangente de vinhos tranquilos e espumantes, mantendo a ligação ao terroir mas com regras mais flexíveis do que a DOP, funcionando como uma certificação regional que garante origem e autenticidade.
- DOP “Távora-Varosa”: identifica vinhos produzidos numa região de altitude com solos graníticos e litólicos, reconhecida como a primeira região demarcada para espumantes em Portugal.
Caderno de Especificações
Perfis dos Vinhos
- Brancos: distinguem‑se pela frescura e pela acidez natural marcada, apresentando cor amarelo-citrino e uma grande intensidade aromática, com notas frutadas e cítricas e por vezes florais. São vinhos leves, equilibrados e muito frescos, com um perfil aromático elegante, beneficiando das condições de altitude e clima mais frio da região.
- Tintos: apresentam cor rubi aberta, que evolui com o envelhecimento. São frescos, equilibrados e de estrutura moderada, com aromas frutados, sobretudo de frutos vermelhos. Mostram taninos suaves e acidez equilibrada, resultando em vinhos harmoniosos, acessíveis e fáceis de beber, embora alguns possam revelar maior complexidade com o tempo e em zonas de maior influência do Douro.
- Rosados: exibem uma cor vibrante e aromas frutados intensos, sobretudo de framboesa e cereja, apresentando um estilo leve, jovem e muito fresco, com acidez equilibrada e um perfil aromático exuberante.
- Espumantes: com uma frescura vibrante, acidez equilibrada e bolha fina e persistente. Revelam aromas elegantes de fruta branca, citrinos e notas florais. Com estágio em garrafa, podem ganhar complexidade, mostrando nuances de brioche, frutos secos ou mel, mantendo sempre boa capacidade de evolução e longevidade.
Principais castas
Brancas
Tintas
Entidades certificadoras
A Comissão Vitivinícola Regional Távora-Varosa (CVRTV) é a entidade responsável pela gestão da DOP e da IGP. As suas principais funções incluem:
- Proteção e Defesa: Proteção jurídica dos nomes e marcas da região.
- Promoção e Desenvolvimento: promoção da região e dos produtos e formação técnica dos agentes da região.
- Controlo e Certificação: Gestão dos cadernos de especificações e controlo da utilização da DOP e IGP.
Contactos
Casa do Paço – Dalvares 3610-013 Tarouca
Telefones: 254 679 000 / 254 679 001
Email: geral@cvrtavora-varosa.pt
