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Contexto histórico

A importância do vinho na região agora identificada como “Terras da Beira” é secular, com raízes que remontam à época romana. Contudo, o grande impulso na viticultura ocorreu no limiar do século XII, pelas mãos dos monges de Cister, que promoveram o incremento da vinha nestas terras.

Terroir

Situada no coração do interior Norte, junto à fronteira com Espanha, esta é a região mais escarpada e montanhosa de Portugal continental.

  • Geografia: Abarca as serras da Marofa, da Gardunha e parte da Serra da Estrela.
  • Clima: Caracteriza-se por uma influência continental extremada, com grandes variações de temperatura diárias, Verões curtos e quentes e Invernos gélidos e prolongados.
  • Solo: A natureza dos solos é maioritariamente granítica, com presença de xistos e, de forma menos comum, algumas zonas arenosas.

Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)

A região está organizada sob duas certificações principais:

  1. IGP “Terras da Beira”: abrange as áreas vinícolas exteriores às sub‑regiões da DOP, permitindo maior diversidade e flexibilidade de estilos, mantendo ainda assim a identidade serrana marcada pela altitude, solos graníticos e clima seco, garantindo a origem e tipicidade dos vinhos produzidos fora da delimitação estrita da Denominação de Origem.
  2. DOP “Beira Interior”: caracteriza vinhos fortemente marcados pela altitude elevada, pelo clima continental rigoroso e por um património vitivinícola antigo, preservado em vinhas velhas e castas identitárias, como Síria, Fonte Cal e Rufete. As três sub‑regiões — Pinhel, Castelo Rodrigo e Cova da Beira — refletem terroirs distintos que dão origem a vinhos firmes, elegantes, frescos e com grande capacidade de envelhecimento, expressão autêntica da montanha e da tradição vitivinícola ancestral da região.

Caderno de Especificações

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Terras da Beira

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Beira Interior

Perfis dos Vinhos

  • Brancos: apresentam cor amarelo-cítrico a amarelo‑palha, límpida e brilhante, com aromas de fruta branca e notas cítricas. São vinhos frescos, de acidez viva, mas equilibrada, revelando estrutura média e um perfil harmonioso e elegante, podendo ainda apresentar boa evolução em garrafa.
  • Rosados: com tonalidades entre rosa‑claro e vermelho‑cereja, aspeto límpido e brilhante. Destacam‑se pelos aromas de frutos vermelhos e por um estilo leve, fresco e frutado, com acidez apelativa e boa sensação de equilíbrio.
  • Tintos: exibem cor entre vermelho‑cereja e rubi, com aromas frutados centrados em frutos vermelhos. Revelam estrutura média a elevada, taninos moderados a marcados, mas equilibrados, e acidez firme, apresentando uma evolução lenta que conduz a maior complexidade e elegância com o tempo.
  • Espumantes: apresentam cores amarelo-citrino, rosadas ou rubi, com bolha fina e persistente. Com aromas frutados — fruta branca nos brancos e frutos vermelhos nos rosados e tintos — e um perfil fresco, acídulo e equilibrado, com boa persistência final e capacidade de evolução.
  • Frisantes: apresentam‑se com cor amarelo-citrino, rosa‑claro ou rubi, límpidos, e revelam aromas primários de fruta branca, tropical ou frutos vermelhos, consoante o estilo. São vinhos muito leves, com perfil frutado, acídulo e fresco, mostrando bolha pouco persistente que lhes confere suavidade.

Principais castas

Brancas

Tintas

Entidades certificadoras

A Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI) é a entidade responsável pela gestão da DOP e da IGP. As suas funções delegadas pelo Estado incluem:

  • Proteção e Defesa: Proteção jurídica dos nomes e marcas da região.
  • Promoção e Desenvolvimento: promoção da região e dos produtos e formação técnica dos agentes da região.
  • Controlo e Certificação: Gestão dos cadernos de especificações e controlo da utilização da DOP e IGP.

Contactos

Solar do Vinho da Beira Interior

6300-710 Largo das Freiras – Guarda

Telefone: +351 271 224 129

Email: geral@cvrbi.pt

Site: https://www.vinhosdabeirainterior.pt/

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