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Contexto histórico

A cultura da vinha nesta região possui tradições antigas, com referências que remontam à época romana. No entanto, a menção mais antiga ao termo “Vinho Verde” data de 1606. No século XVI, vinhos de Monção e da Ribeira Lima já eram exportados para Inglaterra. A Região Demarcada dos Vinhos Verdes foi oficialmente estabelecida em 1908, sendo uma das mais antigas regiões vitivinícolas reconhecidas em Portugal.

Terroir

Localizada no Noroeste de Portugal (Entre-Douro-e-Minho), a região é delimitada pelo Rio Minho a norte, pelo Oceano Atlântico a poente e por zonas montanhosas a nascente e sul.

  • Solo: A maioria da região assenta em formações graníticas, com solos de textura arenosa, acidez elevada e pouca profundidade.
  • Viticultura: A região é conhecida pelas suas formas de condução únicas, como as “ramadas” ou os “enforcados” (onde as vinhas crescem em árvores), embora a condução moderna utilize sistemas como o cordão ou cruzeta para permitir a mecanização.

Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP)

A região possui dois níveis de certificação que partilham a mesma área geográfica:

  1. IGP “Minho”: cobre a mesma área geográfica da DO Vinho Verde, mas com maior flexibilidade varietal, permitindo o uso de castas tradicionais, nacionais e internacionais. É um espaço de inovação e experimentação, mas sujeito ao mesmo rigor de certificação quanto a cumprimento legal, análise laboratorial e avaliação sensorial. Abrange vinhos tranquilos, vinhos espumantes, frisantes, aguardentes e vinagres de vinho.
  2. DOP “Vinho Verde”: certifica vinhos produzidos dentro da região com regras rigorosas quanto a castas autorizadas, rendimentos, processos de vinificação, características físico‑químicas e qualidade sensorial. Só após cumprir estes requisitos o vinho pode ostentar a designação Vinho Verde, com ou sem indicação de sub‑região. A DOP abrange vinhos tranquilos e espumantes (brancos, tintos e rosados), bem como aguardentes e vinagres de vinho.

Caderno de Especificações

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Minho

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Vinho Verde

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Aguardente Bagaceira Minho

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Aguardente Bagaceira Vinho Verde

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Aguardente Vínica Vinho Verde

Perfis dos Vinhos

Os Vinhos Verdes apresentam uma grande diversidade de estilos, fruto dos microclimas da região, das castas utilizadas e das diferentes abordagens de vinificação.

  • Brancos: leves e frescos, de cor citrina, com aromas frutados ou florais e acidez equilibrada. Podem ter um ligeiro gás natural. Existem também perfis mais modernos e estruturados, com maior intensidade e profundidade, mantendo frescura e capacidade de evolução em garrafa.
  • Rosados: de cor rosada a rubi claro, leves e frescos, com aromas a frutos vermelhos. Podem apresentar versões mais estruturadas e persistentes, com fruta mais madura e boa acidez.
  • Tintos: cor rubi a vermelho mais intenso, acidez viva e aromas a frutos silvestres. Variam entre estilos tradicionais, mais tânicos e vigorosos, e perfis modernos, com fruta elegante e taninos mais polidos.
  • Espumantes: frescos e frutados, podendo apresentar estilos jovens e leves ou versões mais complexas e persistentes, com maior tempo de cave e expressão aromática mais intensa.

Principais castas

Brancas

Tintas

Entidades certificadoras

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) é a entidade responsável pela gestão da DOP e da IGP. As suas principais funções incluem:

  • Proteção e Defesa: Proteção jurídica dos nomes e marcas da região.
  • Promoção e Desenvolvimento: Promoção dos produtos, investigação para melhoria da qualidade e formação técnica dos agentes do setor.
  • Controlo e Certificação: Gestão dos cadernos de especificações e controlo da utilização da DOP e IGP.

Contactos

Rua da Restauração, nº 318, 4050-501 Porto, Portugal

Telefone : +351 226077300 (chamada para a rede fixa nacional)

Email : info@vinhoverde.pt

Site: https://portal.vinhoverde.pt/pt/

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