Produção muito alta e estável. É uma casta de ciclo longo, sensível ao míldio, oídio, podridão dos cachos e cigarrinha verde. Entre as castas brancas dos Vinhos Verdes, é a primeira a abrolhar e a última a amadurecer. Muito vigorosa e de hábitos algo “selvagens”, tem tendência para rebentações múltiplas, frequentemente trigémeos, com a agravante de “enrolar” e originar muitas netas. As intervenções em verde são imprescindíveis. De outro modo, o microclima ao nível dos cachos torna-se adverso à maturação e favorável à ocorrência de doenças. Embora se adapte a diversos tipos de condução e poda, será desaconselhável o recurso a um sistema exclusivamente ascendente. A boa exposição e porta-enxertos de médio a baixo vigor são determinantes para a qualidade das uvas, ou originará vinhos excessivamente ácidos. Maturação em época tardia.
Os vinhos apresentam uma cor citrina aberta, aroma frutado (limão e maçã verde) moderadamente intenso, complexo e ino. O sabor é frutado, ligeiramente ácido, fresco e jovem. Em anos excepcionais, podem revelar-se bem estruturados e harmoniosos.
