História IVV

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Enquadramento histórico

Da Federação dos Vinicultores do Centro e Sul de Portugal ao Instituto da Vinha e do Vinho

Em 1933, foi criada a Federação dos Vinicultores do Centro e Sul de Portugal (FVCSP), pelo Decreto-Lei nº. 23 231, de 17 de novembro de 1933. Esta organização corporativa foi dotada de grandes meios de ação e crédito para poder retirar do mercado os excessos de produção e armazená-los para anos de escassez substituindo, assim, a especulação e a concorrência por um regime normalizado de preços.

Em 1937 o Decreto-Lei n.º 27 977, de 19 de agosto de 1937, procede à criação da Junta Nacional do Vinho (JNV), organismo de coordenação económica ao qual foi dado um âmbito mais alargado de atuação na política de produção e comércio dos produtos vínicos.

As principais atribuições da JNV definiam-se, sinteticamente, na defesa económica da pequena vinicultura, na regularização dos preços do vinho e na melhoria da qualidade.

A JNV foi adaptada às novas funções com a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1 de janeiro de 1986, tendo dado origem a um novo organismo designado por Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), criado pelo Decreto-Lei nº. 304/86, de 22 de setembro. O IVV corporiza assim, a resposta à importância que o sector vitivinícola detinha na agricultura portuguesa e à necessidade há muito sentida de existir um único organismo com ação sobre a vinha e o vinho que permitisse uma efetiva coordenação entre a produção e a comercialização. Racionalizou-se o serviço público pela redução de canais burocráticos, desde o cadastro vitícola e condicionamento da cultura, passando pelo controlo da produção até às necessidades de comercialização.

O final do período transitório de adesão às regras da política agrícola comum e da emergência do mercado único europeu, conduziram a um esforço de modernização do IVV, visando uma maior descentralização da organização económica do sector, com o reforço do interprofissionalismo e redução do papel de intervenção do Estado. Esta situação originou a publicação do Decreto-Lei nº 102/93, de 2 de abril, de acordo com o qual o IVV passou a ter como atribuições, a elaboração de propostas de regulamentação relativas ao sector, o apoio, o controlo e a fiscalização a nível nacional, tanto da cultura da vinha como da produção e comercialização dos produtos vínicos e derivados, bem como o fomento da sua qualidade e promoção, tanto no mercado interno como no externo.

Além disso, dispunha também de atribuições de organismo de intervenção e de organismo pagador no âmbito da Organização Comum do Mercado vitivinícola, bem como de instância de contacto com as Comunidades Europeias para o sector vitivinícola nomeadamente no âmbito dos controlos e através do seu presidente que por inerência presidia à Comissão Nacional do então “Office International de la Vigne et du Vin” (OIV).

Em 1997 o Governo entendeu dotar o IVV dos instrumentos adequados às intervenções do Estado no sector vitivinícola, nomeadamente no âmbito do apoio geral ao sector vitivinícola, dos estudos e da regulamentação, da gestão e valorização do património vitícola, da gestão do mercado, da intervenção e de instância de contacto com a União Europeia para o sector vitivinícola, pelo que o IVV viu as suas atribuições reforçadas com a publicação do Decreto-Lei n.º 99/97, de 26 de abril.

A reforma da Administração Pública operada pelo Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) veio a originar a publicação do Decreto-Lei n.º 212/2004, de 23 de agosto, que procedeu à reforma institucional do sector vitivinícola. É neste contexto, que o IVV, passaa centrar a sua atuação na coordenação da atividade vitivinícola nacional, em assegurar o sistema de certificação de qualidade, na definição e acompanhamento das regras da OCM Vitivinícola e na coordenação e supervisão das ações de promoção, para além de atuar como instância de contacto com a União Europeia. Assegura ainda a supervisão e auditoria das entidades certificadoras nos termos do estatuído no Decreto-Lei n.º 46/2007, de 27 de fevereiro, complementado com a Portaria n.º 219-H/2007, de 28 de fevereiro.

Em 2012, e, de acordo com as linhas gerais do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), foi publicada a atual lei orgânica do IVV, o Decreto-Lei n.º 66/2012, de 16 de março. Esta reforma visou, entre outras, a concretização simultânea dos objetivos de racionalização das estruturas do Estado e de melhor utilização dos seus recursos humanos.

Presidências

IVV

Presidente 2025-hoje Presidente 2018

Presidente

Eng.º Francisco Toscano Rico (2025 – Hoje)

Vice-Presidente: Dr.ª Filipa Melo de Vasconcelos (2025 – Hoje)

Presidente 2018-2025

Presidente

Dr. Bernardo Gouvêa (2023 – 2025)

Vice-Presidente: Eng.ª Sandra Vicente (2023-2025)

Presidente 2018-2025

Presidente

Dr. Bernardo Gouvêa (2018 – 2023)

Vice-Presidente: Eng.ª Sandra Vicente (2021 – 2023)

Vice-Presidente: Dr. Manuel Cardoso (2019 – 2021)

Presidente 2025-hoje Presidente 2018

Presidente

Eng.º Francisco Toscano Rico (2018)

Presidente 2012-2018

Presidente

Eng.º Frederico Falcão (2014 – 2018)

Vice-Presidente: Eng.º Francisco Toscano Rico (2014 – 2018)

Presidente 2012-2018

Presidente

Eng.º Frederico Falcão (2012 – 2014)

Vice-Presidente: Dr.ª Edite Azenha (2012 – 2014)

Presidente 2010-2012

Presidente

Dr.ª Edite Azenha (2010 – 2012)

Presidente 2007-2012 Presidente 2006-2007

Presidente

Dr. Afonso Correia (2007 – 2010)

Vice-Presidente: Dr.ª Edite Azenha (2007 – 2010)

Presidente 2007 Presidente 2001-2002

Presidente

Eng.º António José Rego (2007)

Vice-Presidente: Dr. Afonso Correia (2007)

Presidente 2007-2012 Presidente 2006-2007

Presidente

Dr. Afonso Correia (2006 – 2007)

Vice-Presidente: Dr.ª Edite Azenha (2007 – 2010)

Presidente 2002-2006

Presidente

Dr. Manuel Pombal (2002 – 2006)

Vice-Presidente: Dr. Nuno Faustino (2002 – 2006)

Vice-Presidente: Dr. Afonso Correia (2002 – 2006)

Presidente 2007 Presidente 2001-2002

Presidente

Eng.º António José Rego (2001 – 2002)

Vice-Presidente: Dra. Mª João C. Duque Moraes Dá Mesquita Liberal (2001 – 2002)

Vice-Presidente: Dr. Afonso Duarte Ribeiro Correia (2001 – 2002)

Presidente 1996-2001 Presidente 1995-1996

Presidente

Eng.º José Mariano Santos Soeiro (1996 – 2001)

Vice-Presidente: Dra. Mª João C. Duque Moraes Dá Mesquita Liberal (1996 – 2001)

Vice-Presidente: Dr. José Egídio Barbeito (1996 – 1998)

Vice-Presidente: Dr. Afonso Duarte Ribeiro Correia (1998 – 2001)

Presidente 1996-2001 Presidente 1995-1996

Presidente do Conselho Diretivo

Eng.º José Mariano Santos Soeiro (1995 – 1996)

Vogal: Eng.ª Helena Parreira Carvalho Viana — 1995–1996

Vogal: Dr. Manuel Correia Pombal — 1995–1996

Presidente 1993-1995 Presidente 1992-1993

Presidente do Conselho Diretivo

Dr. Luís Filipe Bessa de Gusmão Rodrigues (1993 – 1995)

Vogal: Dr. Mário Oliveira Mendes Santos — 1993–1995

Vogal: Eng.ª Helena Parreira Carvalho Viana — 1993–1995

Presidente 1993-1995 Presidente 1992-1993

Presidente

Dr. Luís Filipe Bessa de Gusmão Rodrigues (1992 – 1993)

Vice-Presidente: Dr. Manuel Correia Pombal — 1992–1993

Vice-Presidente: Eng.º Pedro Miguel Cardoso Castro Rego — 1992–1993

Presidente 1990-1992 Presidente 1988-1980 Presidente 1987-1988

Presidente

Eng.º João José Carvalho Ghira (1990 – 1992)

Vice-Presidente: Eng.º António Sérgio Curvelo Garcia — 1990–1992

Vice-Presidente: Eng.º Pedro Miguel Cardoso Castro Rego — 1990–1992

Presidente 1990-1992 Presidente 1988-1980 Presidente 1987-1988

Presidente

Eng.º João José Carvalho Ghira (1988 – 1990)

Vice-Presidente: Eng.º Fernando Manuel Ferreira Borges Mouzinho — 1988–1990

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto Santos Pereira de Carvalho — 1988–1990

Presidente 1990-1992 Presidente 1988-1980 Presidente 1987-1988

Presidente

Eng.º João José Carvalho Ghira (1987 – 1988)

Vice-Presidente: Eng.º Fernando Manuel Ferreira Borges Mouzinho — 1987–1988

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto Santos Pereira de Carvalho — 1987–1988

Presidente 1986-1987

Presidente

Dr. Luís Gonzaga Sousa Morais Cardoso (1986 – 1987)

Vice-Presidente: Eng.º João José Carvalho Ghira — 1986–1987

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto Santos Pereira de Carvalho — 1986–1987

JNV

Presidente: Eng.º Tomás Pedro Ribeiro Corrêa — 1981–1986

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto dos Santos Pereira de Carvalho — 1981–1985

Vice-Presidente: José de Albuquerque Sacadura — 1982–1986

Presidente: Eng.º Tomás Pedro Ribeiro Corrêa — 1978–1981

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto dos Santos Pereira de Carvalho — 1978–1981

Vice-Presidente: Dr. José Paulo da Costa Lopes Correia — 1978–1981

Presidente: Eng.º Tomás Pedro Ribeiro Corrêa — 1981–1986

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto dos Santos Pereira de Carvalho — 1981–1985

Vice-Presidente: José de Albuquerque Sacadura — 1982–1986

Comissão de Gestão

Vice-Presidente: Eng.º Bento Augusto dos Santos Pereira de Carvalho — 1975–1978

Vice-Presidente: Dr. José Paulo da Costa Lopes Correia — 1975–1978

Sem Presidência

Vice-Presidente: Eng.º Albino José Fernandes Correia — 1974–1975

Vice-Presidente: Dr. José António da Conceição Neto — 1974–1975

Vice-Presidente: Dr. José Arlindo Fernandes Borges — 1975

Presidente: Eng.º José Duarte Amaral — 1973–1974

Vice-Presidente: Eng.º Gil Pires Martins — 1973–1974

Vice-Presidente: Dr. Carlos Ferreira Rocha — 1973–1974

Presidente: Eng.º António Emílio Barreto Cary Tovar de Faro — 1969–1973

Vice-Presidente: Eng.º Gil Pires Martins — 1970–1973

Vice-Presidente: Dr. Carlos Alberto Ferreira Rocha — 1970–1973

Presidente: Dr. Manuel Artur Cotta Agostinho Dias — 1967–1969

Vice-Presidente: Luís José Braamcamp Cardoso Menezes (D. Luis de Margaride) — 1967–1969

Vice-Presidente: Dr. Dinis Ribeiro Soares da Costa — 1967–1970

Presidente: Eng.º Fernando Augusto Santos e Castro — 1963–1967

Vice-Presidente: Luís José Braamcamp Cardoso Menezes (D. Luis de Margaride) — 1963–1967

Vice-Presidente: Dr. Dinis Soares da Costa — 1964–1967

Presidente: Eng.º Fernando Augusto Santos e Castro — 1961–1963

Vice-Presidente: Luís José Braamcamp Cardoso Menezes (D. Luis de Margaride) — 1961–1963

Vice-Presidente: Dr. António Fermiano Rato — 1961–1963

Presidente: Dr. Mário Ângelo Morais de Oliveira — 1955–1960

Vice-Presidente: Eng.º António Guedes Barjona de Freitas — 1955–1961

Vice-Presidente: Francisco Cardoso de Melo Machado — 1955–1961

Presidente: Dr. Mário Ângelo Morais de Oliveira — 1953–1955

Vice-Presidente: Eng.º António Guedes Barjona de Freitas — 1952–1955

Vice-Presidente: Dr. Eugénio Viana de Lemos — 1954–1955

Presidente: Dr. José Penalva Franco Frazão ou José Penha Garcia — 1946–1953

Vice-Presidente: Eng.º António Teixeira de Sousa — 1946–1952

Vice-Presidente: Dr. Mário Ângelo Morais de Oliveira — 1946–1953

Presidente: Dr. José Penalva Franco Frazão ou José Penha Garcia — 1943–1946

Vice-Presidente: Eng.º Alfredo Luís Ferreira — 1943–1946

Vice-Presidente: Eng.º Álvaro de Lancastre Araújo Bobone — 1943–1946

Presidente: Dr. José Penalva Franco Frazão ou José Penha Garcia — 1937–1943

Vice-Presidente: Eng.º Albano Homem de Melo — 1937–1943

Vice-Presidente: Eng.º João Jacinto Seabra — 1937–1943

FVCSP

Presidente Interino: António Júlio de Castro Fernandes — 1935–1937

Vogal Efetivo: António Júlio de Castro Fernandes — 1935–1937

Vogal Efetivo: Eng.º Albano Homem de Melo — 1935–1937

Delegado do Governo (junto da FVCSP): Clotário Luís Supico Pinto — 1936–1937

Presidente: Mário Galrão — 1933–1935

Vogal Efetivo: Dr. Artur Augusto de Figueiroa Rêgo — 1933–1935

Vogal Efetivo: Dr. Rafael Neves da Silva Duque — 1936–1937

Delegado do Governo (junto da FVCSP): Eng.º José Garcês Pereira Caldas — 1936–1937

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